sábado, 19 de novembro de 2011

Meninância

Só quero a tranquilidade
Da nossa chama acesa
A nossa lareira
Em brasa ou labareda...
No peito,aquele arrepio
O coração de mulher pulsando
E no rosto,o rubor de menina
Quando nossas crianças internas
Encontram-se e se encantam
E os corpos incandescentes
Adultos e displicentes
Misturam-se ardentemente!
A luz dos olhos brilha
Pura,juvenil e doce
Quando encontra a luz dos teus
Ou em sonho,lembrança e devaneio...
Quero só a tranquilidade
Do coração palpitando sempre
Sempre ansioso,sempre dócil
Ao sonhar-te ou receber-te.
(C.G.Rodrigues)

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Abismo

Não como mais
Minha mente não mais divaga
A saúde tem me traído
E a tristeza me cerca a cada esquina

É você,querendo entregar os pontos
Ao primeiro sinal de dificuldade
Como se todo conhecimento e aprendizado da vida
Já tivesse sido gasto

Estou morrendo lentamente
Sob sua mão,talvez cega ou sem noção
Da penúria que passo (e é grande)
Sob sua dúvida,tão vazia e pueril

Acabe com a tortura
Não permita que eu morra em vida
Se não sabe não me amar,não tente
O mistério de conviver se aprende.

Juntos.

Você e eu.
(C.G.Rodrigues)

terça-feira, 8 de novembro de 2011

Não

Não quero outras mãos percorrendo teu corpo
Nem outras bocas provando teus beijos
Somente minhas mãos,sendo todas que quiseres
E meus lábios nos teus,com todos os beijos possíveis

Não suportaria que tua inspiração tivesse outras musas
Ou que teu coração abrigasse outras paixões
Ainda posso ser tua luz,sem que precises de outros raios
E aquecer teu peito com minha chama tão leal

Não te afastes ou nos esfries e enfraqueças
Olhemos p'ra dentro,mas olhando lado a lado
Se vejo tua alma e vês a minha
Usufruamos juntos deste dom compartilhado.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Sem quase,sem ufania

Ao fim do dia,tenho tua pele sob minhas unhas
Lamento não ter-te no calor do meu sono
Lembro o gozo selvagem,o sorriso triunfante
Tudo tão natural,nosso natural sem igual

Dilacero-me e me despedaço,quase irreparável
Quando tu te entregas a algumas fraquezas
Tão vãs e tão obscuras,tão vazias
Mas tu nem percebes que tua luz as combateria...!

Cansaço,meu bem? Mais parece preguiça...
Dar-se por derrotado com tanta força
É como suportar o firmamento tal Atlas
E incomodar-se com um seixo inócuo que jaz no chão

Não turves teus sentidos na fumaça da fraqueza
Compartilha o meu calor,que não queima nem se apaga
Vem ter comigo o sono mais plácido
Que não faz fuligem e nem é de papel.
(C.G.Rodrigues)