Ao fim do dia,tenho tua pele sob minhas unhas
Lamento não ter-te no calor do meu sono
Lembro o gozo selvagem,o sorriso triunfante
Tudo tão natural,nosso natural sem igual
Dilacero-me e me despedaço,quase irreparável
Quando tu te entregas a algumas fraquezas
Tão vãs e tão obscuras,tão vazias
Mas tu nem percebes que tua luz as combateria...!
Cansaço,meu bem? Mais parece preguiça...
Dar-se por derrotado com tanta força
É como suportar o firmamento tal Atlas
E incomodar-se com um seixo inócuo que jaz no chão
Não turves teus sentidos na fumaça da fraqueza
Compartilha o meu calor,que não queima nem se apaga
Vem ter comigo o sono mais plácido
Que não faz fuligem e nem é de papel.
(C.G.Rodrigues)