Perco o sono às vésperas do labor
É,no entanto,uma insônia quase gratificante
Pois encontro um senso de responsabilidade
E também a organização,schemata física e mental
Que desmanchar-se-ão antes do fim da manhã
Que pena...!
Que pena?
Penso que seria bom seguir engajada nesta realidade
Mas não seria isto uma completa comunhão com a sociedade
Gado de corte e arado do sistema
De que fujo em meus devaneios alternativos
E esmago com meus ideais utópicos?
Ah,a utopia...
Até esta pra funcionar precisa de um toque de realidade...
Então enfio as inevitáveis sujeiras reais nas algibeiras
Pra galgar um tortuoso atalho pra fora da Babilônia
Apanho,tropeço,mas uma hora faço o carrasco vítima de si mesmo
E amo...amo despida de qualquer vaidade
Amo os momentos sinceros da vida
Amo a natureza das coisas,e amo a ti,que me faz mais feliz
Amo quando o mundo descomplica e simplesmente fujo
Fuga natural e simples contigo pro mundo dos sonhos
Vou dormir...
(C.G.Rodrigues)