sexta-feira, 11 de maio de 2012

Renúncia

Pare o mundo que eu quero descer!
Atiro-me nos trilhos do primeiro trem que passar
P'ra ver se salvo alguma esperança

O mundo,insano,não mais comporta a lucidez
Perco-me na loucura alheia e me desespero
A sombra que nos cobre engorda a cada desatino

E qual não é o paradoxo de minha existência
Ao resgatar sem saber as almas do lodo
Enquanto desperta perco a fé na humanidade

De que vale na vida crer e esperar do homem
Se ele queima os próprios valores e sonhos
No fogo lunático das filosofias da morte?

Um mundo que se embasa em jogos de morte
Apenas se alimenta da vã insanidade
Por isso,peço que pare,assim não quero mais viver.
(C.G.Rodrigues)

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